Ava não voltou direto para a sala quando saiu do RH. O corpo ainda estava firme, a postura intacta, mas havia um peso diferente se acumulando por dentro, daqueles que não aparecem no rosto na hora, mas começam a apertar quando o silêncio finalmente encontra espaço. Ela seguiu pelo corredor sem olhar para os lados, ignorando qualquer tentativa de leitura alheia, até virar no final e entrar no banheiro feminino, empurrando a porta com calma antes de trancá-la atrás de si. O ambiente estava vazio, silencioso, perfeito para o tipo de pausa que ela precisava naquele momento, ainda que não tivesse planejado.Ela caminhou até a pia e apoiou as duas mãos no mármore frio, mantendo a cabeça levemente abaixada por alguns segundos. A respiração saiu mais pesada do que o normal, e foi ali, naquele intervalo pequeno entre uma decisão e outra, que tudo o que ela tinha segurado começou a aparecer. Não como descontrole, não como um colapso visível, mas como pressão acumulada, densa, insistente. Quando
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