O escritório estava pesado. O ar parecia mais denso. Como sempre ficava… quando ela estava ali. — Já está mais do que na hora, Arthur. A voz era firme. Autoritária. Acostumada a ser obedecida. Arthur Montenegro permanecia de pé, próximo à mesa, com uma das mãos apoiada na superfície de madeira escura. O olhar frio. Entediado. Como se aquela conversa já tivesse acontecido inúmeras vezes. Porque já tinha. — Não vamos começar de novo — ele disse, sem paciência. — Vamos sim. A resposta veio imediata. Sem espaço para recuo. A mulher à sua frente — elegante, impecável, com cada fi
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