Capítulo 203 Samuel sentiu o sangue ferver nas veias, a raiva sobrepujando qualquer resquício de medo. Encarando o cano da pistola sem recuar um milímetro, ele sibilou: — Você é um covarde mesmo, Marco. Não tem coragem de me enfrentar feito homem. Precisa de uma arma para se sentir alguém.— Chega, Samuel! — interveio Matteo, a voz tensa, temendo que o tio perdesse completamente a cabeça e puxasse o gatilho.— Pai, já chega! — Enzo deu um passo firme à frente, postando-se ao lado de Samuel com as mãos estendidas em um gesto de apelo. — Me dá essa arma, por favor. Não faça algo que vai acabar com a sua vida de vez.— Cala a boca! — rugiu Marco.Em um estalo de pura insanidade, ele puxou o gatilho, disparando contra o chão, a poucos centímetros dos pés do próprio filho. O estrondo do tiro ecoou pelas paredes de mármore, deixando um rastro de fumaça e o cheiro acre de pólvora no ar.— Mais uma palavra e o próximo tiro vai ser em você! — ameaçou o homem, com os olhos injetados.— Pare com
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