A sensação não era de perseguição.Era de proximidade.E isso era pior.Henrique não dirigiu para nenhum dos lugares habituais. Mudou a rota várias vezes, entrou em ruas menores e evitou trajetos previsíveis. Mesmo assim, a impressão não desaparecia.Isabela também sentia. Não havia confirmação, mas havia padrão.— Ele não está só observando — disse ela.Henrique manteve os olhos na estrada.— Ele está acompanhando.O silêncio caiu, mais pesado.O telefone vibrou novamente. Dessa vez, não era mensagem. Era uma chamada de vídeo sem identificação.Os dois olharam ao mesmo tempo.— Não atende — disse Henrique.Isabela não respondeu. A tela continuava tocando, insistente, calculada.Ela atendeu.Por um segundo, nada apareceu. Tela escura, som baixo de fundo.Então a imagem surgiu.Henrique freou levemente, quase sem perceber. O ar dentro do carro mudou.Era ao vivo.Uma câmera posicionada em algum ponto alto mostrava um estacionamento. Um carro.O carro deles.Isabela sentiu o impacto, ma
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