Os dias no cativeiro se arrastavam de forma estranha e monótona. Eu tentava ser forte todos os dias. Não chorava na frente de ninguém, não reclamava, não fazia birra. Ficava calada a maior parte do tempo, respondendo apenas o necessário, com voz baixa e educada. Era minha forma de resistir: não dar a Vitale a satisfação de me ver quebrada, nem de me sujeitar a deixar com que ele me quebrasse. Na maior parte do tempo, eu ficava empoleirada na grande janela do quarto, olhando para os vastos vinhedos que cercavam a propriedade. Observava os homens trabalhando lá embaixo podando as videiras, carregando caixas, movendo-se sob o sol. Esse era meu pequeno refúgio. Ficava horas ali, imaginando Alessandro em algum lugar l&aac
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