O quarto de Ian estava mergulhado no silêncio, mas dentro dele não havia nada de calmo. Ele permanecia sentado à beira da cama, os cotovelos apoiados nos joelhos, tentando controlar a própria respiração. Algo estava errado. O peito apertava, a mente não desacelerava, e o lobo… o lobo se agitava de um jeito que ele nunca havia sentido antes. Não era raiva. Não era impulso de luta. Era algo diferente. Mais profundo. Mais antigo. Como um chamado distante… que ainda assim parecia nascer dentro dele. Ian passou a mão pelo rosto, incomodado. — Para… Mas não parava. A pressão só aumentava, como se já não fosse mais possível conter. O lobo exigia espaço, exigia sair, e então o puxão veio — forte, inconfundível, impossível de ignorar. Algo o chamava. E, dessa vez, ele não resistiu. Levantou-se de uma vez. A respiração se tornou pesada, o corpo respondeu antes da mente compreender, e a transformação veio rápida, intensa, inevitável. Quando o lobo negro tomou forma, n
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