Pequenos SinaisO calor do corpo do bebê contra o peito de Lívia era ao mesmo tempo um consolo e uma dor.Ela permanecia sentada na poltrona reclinável, envolta por mantas macias demais para aquele momento cruel. A sala era silenciosa, iluminada por uma luz suave que tentava criar uma sensação de segurança. Mas nada ali conseguia enganar seu coração.Nada ali era seguro.Nada ali era normal.O pequeno rosto descansava próximo ao seu ombro. Os olhos ainda fechados, os movimentos fracos, como se cada respiração exigisse um esforço invisível.— Meu amor… — sussurrou.Os dedos dela tremiam ao tocar a pele delicada. Era quente. Viva. Real.Ele estava ali.Depois de tudo.Depois do sangue, do medo, das ameaças, da decisão impossível.Mas a alegria que deveria explodir dentro dela não vinha inteira.Algo estava errado.Ela percebeu primeiro na forma como o bebê demorava a reagir ao toque. Em como o corpinho parecia rígido em certos momentos, e completamente mole em outros. Pequenos espasmos
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