Eu entrei na ala na frente, quase flutuando. O sorriso não cabia no meu rosto. O dia tinha sido leve, vivo, cheio de uma energia que eu não sentia há muito tempo. Olhei para Riccardo logo atrás de mim e não consegui segurar o riso frouxo, contagiada pela sensação de que, finalmente, as coisas tinham se encaixado.— Estou com sede — avisei, mudando o caminho em direção à cozinha.— Também estou — ele respondeu, me acompanhando com aquele olhar atento que eu já começo a decifrar.Passamos pela cozinha conversando bobagens. Riccardo pegou a jarra e serviu dois copos de água. Bebemos ali mesmo, um de frente para o outro, em silêncio por alguns segundos, que parecia prolongar a leveza do dia. Quando terminamos, ele guardou os copos e seguimos juntos para o quarto.Assim que empurrei a porta, meus olhos foram direto para a cama. As roupas da noite já estavam separadas, estendidas lado a lado.Um smoking impecável, imponente, feito sob medida para ele. E, ao lado, um vestido. Longo. Vermelho
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