A noite foi avançando devagar depois disso. A tensão inicial diminuiu o suficiente para que as conversas começassem a fluir com mais naturalidade, principalmente entre mim, Lilian e Diego. Eles me contavam coisas da fazenda, histórias absurdas sobre Sofia, confusões dos funcionários da transportadora, enquanto eu falava um pouco sobre São Paulo, sobre a clínica, sobre a rotina nova que tinha construído longe dali. E, aos poucos, eu me permiti rir. De verdade. Não porque estivesse confortável emocionalmente, porque eu definitivamente não estava, mas porque era impossível não relaxar minimamente perto deles. Diego continuava exatamente o mesmo, brincando o tempo inteiro, e Lilian tinha aquela presença acolhedora que sempre fazia qualquer ambiente parecer mais leve. Victor participava pouco. Ele ficava mais quieto, observando. Às vezes fazia algum comentário curto. Outras vezes respondia alguma provocação do Diego. Mas eu sentia os olhos dele em mim o tempo inteiro. Mesmo quando
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