"Érick"A Infernal rugia como sempre, um turbilhão de luzes neon, fumaça de charutos caros e o som pulsante que parecia vibrar direto no meu crânio. Mas, para mim, o lugar estava deserto. Eu já tinha andado pela boate, observado cada peruca colorida ali, mas a minha capetinha ainda não tinha dado as caras. Eu tinha certeza de que ela estava se escondendo de mim e eu não iria embora sem vê-la.Eu estava no camarote há duas horas, girando o gelo no quinto copo de uísque que estava em minha mão. Meus olhos escaneavam a pista, os balcões, as sombras... nada. Nem o rastro do maldito perfume de absinto, nem o reflexo azul e vermelho da peruca, nem aquele olhar que parecia me despir de toda a minha autoridade.- Albelini, me desculpe ter demorado a vir falar com você, mas eu tive problemas administrativos hoje e... - O Barão entrou com aquele jeito de rei do lugar.- Onde ela está? - Eu rosnei para o Barão, que se aproximou com a sua habitual calma irritante e o sorriso bajulador.- Lamento,
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