"Érick"Eu encarei a minha mãe e talvez ela ainda não acreditasse na verdade porque ela não viu o que eu vi, todas aquelas provas incontestáveis.- Talvez eu tenha que dizer que a senhora precisa aceitar a realidade, que a senhora, como eu, acreditou numa mentirosa, numa prostituta de luxo golpista. - Eu falei com a voz baixa, mas num tom frio.- Ah, Érick, você ainda não aprendeu que eu nunca me engano?! Você ainda vai se arrepender dessas palavras. - Não vou, mãe, as provas contra aquela mulher são tão sólidas e robustas quanto as provas contra o Simão que a senhora atirou na imprensa. - Eu esfreguei o rosto antes de voltar a encará-la. - Sólidas e robustas? Por acaso você investigou pessoalmente? Ou alguém de sua confiança investigou? Como o Julian costumava fazer, sólido, robusto, sem furos ou erros. - Minha mãe suspirou pesadamente. - Meu filho, você é tão inteligente, não pensou que pode ter um calhamaço de provas falsas nas mãos? - Chega, nãe! Eu sei o que vi! - Eu respondi
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