O VENENO DAS VERDADES PRISCILA Enquanto me afastava, cada passo parecia carregar um peso emocional insuportável, como se estivesse arrastando uma mala cheia de pedras. — A cena de Abby, ali, tão tranquila ao lado daquele homem, com o garoto chamando-a de mãe, se repetia na minha mente, como um vídeo em loop, incapaz de pausar. Antes de parar completamente, impulsivamente peguei o celular e liguei. — Mamãe, você não vai acreditar em quem eu encontrei aqui no Central Park. —Do outro lado, a resposta foi tão fria quanto uma brisa de inverno, sem o calor que eu esperava, como se eu tivesse apenas mencionado uma pequena chateação. — O que você está fazendo no Central Park? Revirei os olhos, senti-me irritada, como se tivesse um pequeno nó na garganta, uma sensação incômoda que não queria ignorar. — Vim fazer umas compras; estou tão estressada. — Ser mãe é como tentar equilibrar pratos em uma vara, extremamente desgastante. Isto me lembrava das vezes em que a rotina int
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