MILLIE THOMPSON UM MÊS DEPOIS O céu começou a mudar, e uma chuva forte se aproximava. Eu estava sentada na minha sala, revisando alguns custos, quando minha assistente bateu na porta com uma expressão confusa no rosto. — Com licença, senhora Thompson. Chegou uma entrega para você na recepção do prédio — ela avisou, segurando uma caixa. — Uma entrega? — perguntei, sorrindo. O Kael não tem limites mesmo, eu falei para ele parar de gastar dinheiro à toa. — Pode trazer. Eu estava esperando receber mais um buquê de rosas vermelhas exagerado ou uma caixa de chocolates caros, coisas que Kael adorava mandar para o meu escritório só para marcar território. Mas, quando ela colocou a caixa estreita em cima da minha mesa, o meu sorriso morreu na mesma hora. Não era uma caixa de floricultura chique. Era uma caixa de papelão marrom, velha e amassada. E, dentro dela, não havia flores frescas. Havia meia dúzia de rosas murchas, secas e com as pétalas podres e escuras. — O que é isso? — murmur
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