MariaDepois que matei aquele homem, as coisas se passaram meio que em um borrão.Me lembro vagamente de Ângelo me levando ao hospital, dos meus pais, primos e tios desesperados enchendo o lugar e causando tumulto, de ir para casa e dormir.Só no dia seguinte foi que acordei mais lúcida.― Pai... ― me sento na cama e chamo o ser ruivo que dorme na poltrona ao lado da minha cama, em uma posição nada confortável.Sou tão ruiva quanto ele, mas herdei os olhos negros da minha mãe. Uma combinação bela e assustadora, dependendo do meu humor.― Como está se sentindo? ― ele pergunta.― Como se alguém tivesse tentado me amassar com uma porta de banheiro. Vou sobreviver. Quem era aquele, pai?Ele abaixa a cabeça por alguns segundos antes de responder:― Um erro meu. Sinto muito.― Explique, Fiona ― uso o seu apelido só para deixar o ambiente mais descontraído.― Eu matei o irmão dele, que apesar de não ser o humano mais inocente, não era o cara certo. Ele sempre nos ameaçava, mas nunca imaginei
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