VitorDeixo o telefone na cama e me levanto. Parece que o chão sob os meus pés desaparece aos poucos sem ter opção de apoio.Caminho até o closet, nem sei porque. A imagem no espelho me devolve um rosto banhado em lágrimas. Era exatamente assim que eu deveria estar... não, deveria estar pior, deveria estar sangrando por todas as merdas que fiz.Tento voltar para a cama e pegar o celular para ligar para Robin, só que não consigo. É tanta raiva dentro de mim, tanto desprezo por aquele homem e por mim. Arremesso a primeira coisa no espelho. É um porta retrato. E assim começa, assim perco o controle.No instante seguinte meu pai me segurava e minha mãe tentava me acalmar.Demorou para perceber que eu havia destruído meu quarto e cortado minha mão. Pelas manchas na parede, foi ali que bati.― O que houve? ― mamãe pergunta assustada.― Eu sou um merda, foi isso que houve. ― Tento me afastar do aperto do meu pai, mas é impossível.― Se acalme, meu filho. Diga o que aconteceu. ― Ele diz, fina
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