152 Epílogo — O sobrenome escolhidoA festa havia acabado, mas o eco ainda ressoava.A casa que haviam escolhido para passar a primeira noite como marido e mulher não era uma mansão, não era um hotel cinco estrelas, não era nada ostentoso. Era uma casinha à beira-mar, isolada, com o som constante das ondas como única companhia.Camila estava descalça, com os cabelos soltos, o vestido já trocado por algo mais confortável, mas ainda com aquele brilho nos olhos que não se apaga quando uma mulher compreende que cruzou uma linha importante em sua vida.Tony estava sentado na beirada da cama, desabotoando a camisa com uma calma que parecia estudada.—Não consigo acreditar que já está feito —murmurou ela.Tony ergueu o olhar.—O casamento ou a festa?—Tudo.Camila caminhou até a janela e olhou para o mar escuro.—É estranho.Tony se levantou e se aproximou por trás.—Estranho no bom sentido ou estranho do tipo “o que eu fiz”?Camila sorriu.—Estranho do tipo “isso é real”.Tony apoiou o queix
Ler mais