Capítulo 109 — Não conte a ninguém...Narrador:A mesa estava posta, aconchegante e simples, com aquela ternura doméstica que só Josefina conseguia imprimir em um lar. Havia empanadas assadas, salada fresca, um ensopado suave que enchia o ar com aromas da infância e pão caseiro ainda quentinho. Desirée serviu-se de água com limão, como sempre fazia desde que as náuseas a acompanhavam, e Cédric, com a camisa arregaçada e os primeiros botões desabotoados, por ordem direta dela, estendeu-lhe um pratinho com mais pão. Estavam relaxados. Quase felizes. Foi Josefina quem, entre uma garfada e outra, se atreveu pela primeira vez:—Bem, já que estamos assim, em família... —murmurou, com um sorriso malicioso— Vocês vão me contar de uma vez por todas como se conheceram?Cédric ergueu uma sobrancelha, surpreso. Desirée riu baixinho e se acomodou na cadeira, mas quando abriu a boca, ele levantou a mão, com um sorriso forçado.—Não é preciso que você conte isso a ela... não é, amor?—Ah, por favor —
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