A manhã seguinte não trouxe paz.Trouxe silêncio.Um silêncio diferente — não aquele que precede ataque, mas aquele que vem depois de uma decisão irreversível.O território parecia… mais leve.E ao mesmo tempo, mais atento.Como se tudo estivesse observando.Liora acordou antes do sol nascer. Não havia cansaço em seu corpo, mas havia consciência ampliada. Ela sentia o jovem — agora estável — como se fosse um ponto luminoso distante, pulsando em frequência própria.Não competindo.Não invadindo.Apenas existindo.E isso mudava tudo.Kael ainda dormia quando ela saiu. O rosto dele, mesmo relaxado, carregava tensão contida. Ele sempre foi o tipo de líder que segurava o peso antes que ele caísse sobre os outros.Mas agora o peso não era simples.Não era guerra.Era estrutura.O jovem estava de pé quando ela chegou à casa de pedra.Ele não parecia mais quebrado.Parecia… inteiro dentro da própria imperfeição.— Eu consigo respirar — ele disse, quase surpreso. — Pela primeira vez, não sinto
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