“Ele não levanta a voz…porque nunca precisou competir por controle.”A sala de reuniões da presidência da Fitzgerald Global era enorme, cercada por paredes de vidro que permitiam ver quase toda Manhattan lá embaixo.Mas, naquele momento, ninguém sequer olhava para a paisagem. Porque toda a atenção absoluta, inevitável e quase opressiva, estava concentrada em um único homem.Edward Fitzgerald.Sentado na cabeceira da mesa com uma postura relaxada demais para alguém que comandava bilhões, ele exibia aquela serenidade perigosa de quem não precisava provar absolutamente nada a ninguém, enquanto os dedos longos giravam, com uma precisão quase entediante, uma caneta de metal que refletia a luz fria do ambiente.Ele escutava, ou, pelo menos, dava a impressão de que escutava.Porque Richard Coleman, um dos acionistas mais antigos da empresa, grisalho, experiente e acostumado a ser ouvido sem interrupções, falava há quase dez minutos, sustentando um raciocínio que, para ele, fazia sentido.— E
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