A ligação terminou, mas a voz de Marco continuava ecoando na sala, ninguém teve coragem de falar imediatamente. O silêncio que ficou não era apenas medo, era a sensação de que algo muito maior ainda estava escondido e que, mais cedo ou mais tarde, viria à tona.Alessandro continuava em pé, com a mão apoiada na mesa, olhando para o telefone como se ele pudesse tocar de novo a qualquer momento.Lorenzo desligou o viva-voz devagar, mas não soltou o aparelho.Adrian estava imóvel, com os braços cruzados, o olhar duro, pensativo.Helena sentiu que o ar estava pesado demais.— A gente precisa sentar — disse ela, tentando manter a voz firme.Carmem assentiu, ainda abalada.Todos voltaram para o sofá, mas ninguém parecia confortável, era como se a sala tivesse ficado pequena para tanta coisa.Lorenzo foi o primeiro a falar.— Ele sabe de tudo.Alessandro respondeu sem olhar para ele.— Sempre soube mais do que devia.Adrian franziu a testa.— Então tem mais coisa.Silêncio.Alessandro demorou
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