A casa dos Bianchi não era apenas grande, ela era imponente, uma verdadeira mansão, com pedra clara, janelas altas, história impregnada nas paredes. Helena segurava a mão de Matteo enquanto atravessavam o jardim perfeitamente simétrico. — É aqui que o vovô mora? — Matteo perguntou, impressionado. — É — Lorenzo respondeu, com a calma que estava se obrigando a manter. Ele não estava nervoso pela própria presença ali, mas sim pela presença de Matteo. A porta se abriu antes mesmo que tocassem a campainha e Alessandro Bianchi surgiu primeiro, elegante, rígido e avaliador. Mas não foi ele quem mudou o ambiente, foi a mulher atrás dele. Cabelos grisalhos presos com delicadeza, postura firme, olhos atentos, Carmem Bianchi, a avó, ela não olhou para Lorenzo, nem para Helena, como toda avó, ela olhou direto para Matteo e algo aconteceu imediatamente. — Meu Deus… — ela murmurou. Matteo apertou a mão da mãe por reflexo. Lorenzo sentiu a tensão crescer, mas Carmem não parecia fria
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