(ELIRA)O silêncio não foi embora.Ele se instalou.Entrou nas paredes de Aurora, se acomodou entre as árvores, se deitou ao lado dos corpos feridos… e ficou.Mas dentro de mim—Ele gritou.Eu não dormi.Não de verdade.Meu corpo até cedeu em algum momento, vencido pelo cansaço, mas minha mente… não parou.Porque toda vez que eu fechava os olhos—Eu sentia.Não presença.Ausência.Orion.Meu peito apertou antes mesmo que eu me movesse.Acordar doía.Não como ferimento.Mas como consciência.Eu sabia, no instante em que abria os olhos, que algo não estava ali.E não voltaria.Eu levei a mão ao peito, ainda deitada, os dedos pressionando com força, como se… talvez… se eu insistisse o suficiente…Eu pudesse sentir de novo.Qualquer coisa.Um eco.Um resquício.Mas o que encontrei foi pior.Nada.Um vazio limpo.Frio.Definitivo.Minha respiração falhou por um segundo.— …Nem o nome saiu.Porque dizer “Orion” agora… parecia errado.Como chamar alguém que não podia mais responder.Mas não
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