POV Antonella Desde que acordei naquele hospital eu tentava entender, ou melhor, tentava me lembrar como fui parar ali. E por mais que forçasse a minha mente para me lembrar, eu não conseguia. A última lembrança que eu tinha era de estar na igreja em que meu pai era pastor, ao lado da minha mãe, ouvindo mais um dos seus sermões. Outra coisa que eu não entendia era que, quando pedi um espelho à enfermeira para ver minha aparência, a mulher que vi nele não era a mesma Antonella de 22 anos que eu lembrava ser. Era o mesmo rosto… mas ao mesmo tempo parecia diferente. Mais mulher. Até meu corpo tinha curvas mais generosas. E eu nunca me senti tão sem respostas e tão perdida. Quando fiquei muito agitada perguntando o tempo todo pelos meus pais, o médico resolveu me dar um sedativo, mas mesmo assim eu não estava relaxada como ele disse que ficaria, minha cabeça continuava a mil. Já era a terceira vez que eu perguntava cadê os meus pais, por que ainda não vieram me buscar, e
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