50. O DESCONHECIDO COMPLACENTE
Corri para o televisor, pressionando freneticamente o botão de retroceder, repetindo a cena vezes sem conta num ciclo de incredulidade e desespero. Era ela, a minha Celia! Corria, o terror estampado no rosto, perseguida por uns homens que, para meu alívio, foram interceptados pelos condutores e pelos transeuntes. A multidão, armada com câmaras e telemóveis, tornou-se no seu escudo improvisado, capturando o caos em fotografias e vídeos, proporcionando a Celia a distração necessária para desaparecer. Analisei com os olhos de águia os homens e o veículo deles. Não, não eram dos Garibaldi; disso tinha certeza. Mas, então, quem eram? Uma batida insistente na porta interrompeu a minha análise. Ao abrir, deparei-me com Dante, a cabeça envolta em ligaduras. —Temos de nos mexer já —urgiu com uma voz carregada de fatalismo—
Leer más