17. A MELHOR ATRIZ
Permanei em silêncio, deixando Celeste continuar suplicando do outro lado da porta, com uma voz entrecortada por soluços falsos que buscavam despertar minha compaixão. Finalmente, após conceder-lhe alguns momentos a mais de súplicas, abri a porta lentamente, apresentando-me como o epítome do sofrimento. Meus olhos estavam inundados de lágrimas e meu semblante era o de uma tragédia vivente. A maquiagem havia escorrido pelo meu rosto, criando sulcos escuros em minhas bochechas, como rios de desespero; e meus olhos, avermelhados e inchados, eram janelas para uma alma atormentada. —Celia! —exclamou Roger ao me ver. Meus pais e Celeste me observaram com olhos assombrados. Em minha mão, apertava a bolsa com determinação, decidida a fugir de todo aquele teatro de hipocrisia. Ao me ver assim, meu pai deteve sua fúria, que estava pronta para ser lançada contra mim. A
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