Malik AndersonEu nunca acreditei muito nessa ideia de que um lugar pode mudar. Pra mim casa é casa, tudo é feito de concreto, vidro, estrutura, funcionalidade, silêncio ou barulho. Tudo depende de quem está dentro, mas, no fim, é só espaço. Pelo menos era o que eu achava até agora, porque, pela primeira vez em muito tempo, essa casa não parecia vazia. Ela estava cheia de coisas que o dinheiro não compra, e isso, estava me fazendo muito bem.Eu desci as escadas mais cedo do que o normal. Acordei sem despertador e sem motivo claro. Só… acordei. E isso já dizia muita coisa. Antes, eu acordava porque precisava, agora, eu acordei porque não queria perder o dia, e isso ainda era estranho pra mim.O som baixo e suave de um sorriso veio antes de qualquer coisa. Eu parei no meio do corredor, porque aquele som não fazia parte da rotina antiga, e, ainda assim, parecia que sempre deveria ter estado ali.Eu continuei andando devagar, sem pressa, e, quando cheguei na sala, eu vi.Ayana estava sen
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