Eduarda virou o rosto ao mesmo tempo em que Daniel se aproximou, a raiva ainda quente demais nos olhos, misturada com algo que nenhum dos dois queria nomear.O espaço entre eles desapareceu de uma vez.O beijo veio bruto, impulsivo, carregado de tudo o que tinham engolido — orgulho, ciúme, vontade, frustração.Não era delicado.Não era calmo.Era urgente.Eduarda segurou a gola da camisa dele por um instante, como se quisesse afastá-lo — ou puxá-lo mais perto.Daniel apoiou a mão na porta atrás dela, prendendo-a ali por um segundo a mais do que deveriam.Quando se separaram, os dois estavam ofegantes.— Você me tira do controle — ele rosnou, já puxando-a para perto. — E eu odeio o quanto gosto disso.Eduarda tentou responder, mas as palavras morreram quando ele voltou a capturar sua boca, mais intenso, mais urgente, como se estivesse tentando silenciar tudo o que vinha reprimindo desde sábado.O beijo veio antes que ela pudesse responder.Não foi suave.Não foi calmo.Foi raiva mistur
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