Lorenzo CastellaniO som do motor do carro preto ecoava pela entrada de mármore da mansão Castellani, o mesmo som que, desde criança, fazia eu correr para os braços de minha mãe ou me esconder atrás da escada, dependendo do humor do meu pai. Mas, dessa vez, o peso era outro. Depois de tudo o que Alessia havia feito, a volta deles não era sinônimo de conforto - era o prenúncio de um acerto de contas.A campainha tocou. A empregada hesitou antes de abrir a porta, e eu caminhei até o hall, ajeitando o terno e tentando manter a calma. Quando a porta se abriu, lá estavam eles: Vittorio Castellani, imponente como sempre, o olhar firme e inquebrável; e Bianca Castellani, elegante, mas com os traços marcados pelo cansaço de quem já não aguenta mais lidar com os próprios filhos adultos como se fossem adolescentes rebeldes.- Lorenzo. - Meu pai foi o primeiro a falar, a voz grave reverberando pelo salão.- Papai, mamãe... - Cumprimentei, abraçando Bianca, que me segurou com força. Ela parecia e
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