Eu estava exausta. Desde que acordei naquela manhã, sentia o corpo moído, como se tivesse passado a noite inteira lutando contra algo invisível. Talvez fossem sonhos, talvez lembranças — fragmentos do meu próprio pesadelo real. Adrian e sua presença não saíam da minha mente. Já não conseguia agir de forma convincente, fingindo que ele não tinha poder algum sobre mim. Porque tinha. E isso me enfurecia ainda mais. Agradeci silenciosamente aos céus quando, ao chegar à empresa, soube que Adrian passaria o dia inteiro fora, em reuniões externas. Aquilo era uma folga — não apenas para mim, mas para todos. O clima no escritório parecia mais leve, quase respirável. Ainda assim, meu dia estava longe de acabar. À noite haveria o baile beneficente e, com ele, a missão que eu vinha adiando desde a reunião: tentar um acordo com Rafael. Essa seria, sem dúvida, a parte mais difícil. Passei o dia refletindo e cheguei à conclusão inevitável: Adrian não me deixaria em paz até conseguir o que quer
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