RENAN NARRANDO: A festa estava animada, cheia de risos, crianças correndo e música preenchendo o ambiente. A família de Duda era imensa, e cada membro parecia trazer uma energia única para aquele dia. Eu me sentia em um filme, cercado por pessoas que, apesar do charme e da simpatia, carregavam uma reputação que causaria calafrios na maioria das pessoas. Eram os Menecucci, Corleone, Rodriguez. Para o mundo, os mais temidos; para Duda, apenas sua família. Eles me trataram bem, em sua maioria. Avós, tios, primos — todos me deram sorrisos cordiais e apertos de mão firmes. Mas, por trás dos gestos educados, eu sabia que estava sendo avaliado. Cada movimento meu parecia pesar mais do que deveria. O problema maior, no entanto, estava claro. Don Raphael e Dona Madah não escondiam seu desgosto. Sentados à distância, brindavam com tequila e trocavam olhares furtivos, como se minha presença fosse um insulto pessoal. E Rodrigo… Ah, Rodrigo. A tensão entre nós era tão palpável que dava para cor
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