Cap.71O restante do dia foi um borrão de reuniões, telefonemas, contratos e sorrisos falsos.Maelyn passou o expediente inteira emburrada.Sentada na cadeira da presidência — sua cadeira, agora, com uma placa de metal na mesa que dizia "Liandra Blackthone — Presidente" — ela revisava documentos, assinava autorizações, respondia e-mails. Mas a boca permanecia num bico permanente, os olhos vidrados, a mente longe.Magnus estava no escritório ao lado. Ele após ter chegado no meio do caos com Stefânia e, em vez de ir embora, resolveu ficar. Ficou ali, ao lado dela, observando, auxiliando, atrapalhando.— Por que você está aqui? — ela perguntou, azeda.— A empresa é minha.— A empresa é minha agora.— A empresa é nossa.Ela fez bico.No final da tarde, a movimentação no departamento mudou.Os funcionários cochichavam em grupos, os olhos brilhando, as vozes animadas.— Ouviu sobre o investidor?— O quê?— Um investidor milionário. Salvou a empresa.— Milionário? Quem?— Ninguém sabe. Só qu
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