POV AdrianAcordei mais cansado do que o normal.O corpo pesado, como se a noite tivesse sido mais longa do que o relógio indicava. Dormi, mas não descansei. A cabeça ainda atravessada por imagens soltas, sonhos fragmentados demais para fazer sentido, intensos demais para serem ignorados.Fiquei alguns segundos deitado, olhando o teto, tentando separar o que tinha sido sonho do que tinha sido memória. Levantei mesmo assim.O apartamento estava silencioso, organizado como sempre. Nenhum sinal visível de desordem. Nenhum vestígio óbvio da noite anterior além de um pensamento que insistia em ocupar espaço demais.Banho quente. Café forte. Terno impecável.Tudo no lugar.No espelho, o reflexo devolvia exatamente o que eu esperava ver: postura firme, olhar atento, nenhum excesso. E, ainda assim, havia algo fora do ritmo.Enquanto fechava o botão do punho da camisa, a imagem veio sem aviso, o gesto rápido dela no carro, a mão no meu antebraço, o “se cuida” dito sem peso, sem promessa.N
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