POV AdrianDessa vez, fui eu quem desligou primeiro.Fiquei alguns segundos com o telefone na mão, imóvel, tentando separar o que ali era ruído, o que era manipulação e o que era fato. Esse sempre foi o tipo de exercício em que eu fui bom: filtrar excesso, cortar emoção, reduzir tudo ao que realmente importava e decidir a partir disso.Mas havia uma variável que não se encaixava nesse processo.Rachel.Eu confio nela.A frase veio clara, sem esforço.E justamente por isso o resto incomodava tanto.Porque confiar nela não significava confiar no ambiente em volta dela. Não significava confiar no Eduard, nem na Isabella, nem no tipo de dinâmica que nasce quando relações pessoais invadem um espaço que deveria ser racional. E, principalmente, não significava ignorar que ela estava se movendo.Talvez por necessidade.Talvez por defesa.Mas estava.Abri a conversa dela no celular. A última mensagem continuava ali, simples, direta, do jeito dela. Não havia nada que justificasse dúvida. Nada q
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