Anthony O trajeto de volta no barco foi silencioso, mas de um jeito preenchido. Eu mantinha Rosângela protegida sob meu braço, sentindo o cansaço dela pelo modo como sua cabeça pesava no meu ombro. Quando entramos no bangalô, ela se soltou devagar e suspirou, olhando para a cama com um desejo quase cômico.— Anthony, eu acho que se eu me sentar naquela poltrona, eu nunca mais levanto — ela confessou, rindo baixo enquanto massageava a lateral da barriga.Aproximei-me e segurei suas mãos, puxando-a para perto.— Nem pense nisso, pimentinha. Eu estava pensando em te levar para jantar naquele restaurante charmoso no cais, o que você acha? Posso te ajudar com o vestido, escolher um sapato mais confortável...Ela me olhou com aquele brilho doce, mas negou com a cabeça, encostando a testa no meu peito.— Não fica bravo com o seu projeto de mãe cansada, doutor... mas eu só queria sumir do mundo aqui dentro com você. Sem saltos, sem olhares, só nós.— Seu desejo é uma ordem — respondi, b
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