A loucura desse desgraçado estava ali, intacta, exposta.Ele não era amor. Nunca foi. Nem por um segundo.Não era destino, nem inevitabilidade, nem pai substituto, nem dono de sua alma. Era apenas um homem doente, cruel, sádico e ridículo em sua obsessão de possuir o que não lhe pertencia.Ela deu um rápido e firme. O primeiro golpe atingiu a lateral do corpo sujo e machucado do monstro.- AHHHHHHHHHH! – o grito visceral atingiu Camila, antes do sangue manchar seu rosto, sua roupa.Mas algo nela mudou, aquela força implacável, brutal, se apoderou de seu corpo.Suas mãos apertavam o taco com cada vez mais firmeza, desferindo golpes no demônio que a feriu por tanto tempo. Os gritos pararam em algum momento, lascas de pele e carne eram lançadas por toda parte, Camila escutou a própria voz gritar alto.- ME DIGA SE ESTÁ GOSTANDO! – um golpe arrancou parte uma tira de carne do abdome do homem pendurado no gancho. – DIGA! DIGA QUE GOSTA DISSO! DIGA QUE AMA O QUE ESTOU FAZENDO COM VOCÊ, SEU
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