Os dois se encararam.Ao notar que, por um instante, a frieza dele havia cedido, Karine sentiu toda a mágoa que vinha reprimindo subir à garganta.Seus olhos se encheram ainda mais.Antônio continuava tomado pela raiva, mas, ao vê-la daquele jeito, soltou um suspiro cansado.— Você...A mão que prendia o queixo dela finalmente relaxou.Ele se afastou, tirando o peso do corpo de cima dela.Livre daquela pressão sufocante, Karine conseguiu respirar melhor. No instante seguinte, porém, Antônio se deitou ao seu lado, puxou-a para perto e a envolveu nos braços.O aroma fresco e amadeirado dele a cercou por completo.— Eu realmente não sei mais o que fazer com você. Está bem, eu acredito em você, ouviu?Ele acreditava.Acreditava na história dos cem reais.Quando Karine lhe contara o que havia acontecido, Antônio tivera dificuldade em aceitar que a própria mãe fosse capaz de fazer algo assim.Mas agora acreditava.Karine respondeu com frieza:— Eu obriguei você a acreditar?Pelo tom resignad
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