No fim das contas, Cristiano nem soube direito como conseguiu encerrar a ligação.Ficou sozinho no escritório, fumando um cigarro atrás do outro.As palavras de Isabela não saíam da sua cabeça. Repetiam sem trégua que, no meio de toda aquela história, quem tinha errado era ele.Na obsessão de mantê-la ao seu lado a qualquer preço, acabou empurrando tudo para um desfecho sem volta.E ela... O odiava do fundo da alma.Um cigarro se consumiu atrás do outro, até o maço acabar.Tomado pela irritação, Cristiano amassou a embalagem vazia e a atirou no lixo. Já ia abrir a gaveta para pegar outro maço quando Samuel entrou.— Senhor.Nos últimos dias, Samuel carregava sempre a mesma expressão carregada, com o cenho franzido o tempo todo.Bastou Cristiano olhar para ele para entender, de novo, que não vinha coisa boa.Sem paciência, disparou:— O que foi agora?Naquele ponto, sempre que Samuel aparecia no escritório, era sinal de problema.O Grupo Pereira, antes intocável, tinha chegado ao auge.
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