97. Insanidade
BrancaO quarto ainda ecoava com a respiração pesada de Cássio, e eu me sentia vitoriosa, aninhada contra o peito dele. Ele me segurava como se eu fosse o centro do universo, os dedos traçando círculos leves nas minhas costas. Mas eu via nos olhos dele que a história não tinha terminado ali. Havia um brilho faminto, misturado com uma preocupação que eu conhecia bem, o medo de me machucar. Fazia só sete dias desde a cirurgia, desde que aquela faca idiota tinha rasgado meu intestino e me deixado com pontos que ainda puxavam a cada movimento mais brusco. Eu estava bem, sim, mas o corpo lembrava a todo instante: vá devagar.Ele se inclinou para me beijar, devagar no início, como se testasse as águas. Mas o beijo ganhou vida rápido, paixão pura, a boca dele devorando a minha com uma urgência que me fez arfar. Suas mãos subiram para o meu rosto, segurando-me com gentileza, mas firmeza, como se quisesse me ancorar no momento. Eu retribuí, enfiando os dedos no cabelo dele, puxando-o mais pert
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