Tomada pela emoção, os olhos de Cecília encheram de lágrimas e a sua voz embargou. — Se acontecer alguma coisa ruim com você, o que vai ser da nossa mãe? O que vai ser de mim? — Perguntou ela, quase sem conseguir falar.Quando o pai deles faleceu, a garota ainda estava no ensino fundamental, e a saúde da mãe, Maia, já era bastante frágil. O peso do mundo caiu de vez nas costas de Gustavo. Ele virou o homem da casa e o único porto seguro da família, o que explicava todo aquele desespero da irmã.Adriana abraçou a jovem para tentar acalmá-la.— Vai ficar tudo bem, eu vou ficar de olho nele, não se preocupe. — Prometeu Adriana, fazendo carinho nas costas da garota.Só depois de consolar Cecília é que ela conseguiu entender a gravidade da situação.— Que história é essa de você fazer o trabalho de dez pessoas sozinho? — Questionou Adriana, com uma expressão tão séria que chegava a dar medo.— Não é para tanto, é exagero dela... — Tentou disfarçar Gustavo, querendo fugir do assunto.Mas Ce
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