68. Esperança
Depois da discussão de ontem, alguma coisa mudou em mim.Ou talvez eu só estivesse cansado, não dela, mas da sensação constante de estar tentando alcançar alguém que recuava toda vez que eu chegava perto demais.Sai da biblioteca e fui pro meu escritório, fiquei pensandona expressão dela quando disse que eu não tinha nada a ver com a vida dela. E, quanto mais eu lembrava, mais eu percebia que talvez eu realmente estivesse forçando espaço onde ela ainda não queria dar.Esperei Marcia me chamar e então fui pra mesa, estavam só as crianças ali, olhei em volta procurando por Eliza, Marcia é claro percebeu.— Ela disse que ia comer na cozinha.Apenas assenti e comi com as crianças, o que não era a mesma coisa, ela fazia falta ali, sempre faz.Quando terminamos, me lembrei das sacolas que estavam ainda no carro e fui pega-las.— Comprei essas coisas na padaria, acho que o bolo ta derretendo.— Que delicia — Marcia falou olhando os sonhos na sacola.— Querem sonho crianças? — Perguntei receb
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