CAP. 261 - Doce realidade
POV Adrian: O silêncio do quarto, que antes era preenchido apenas pelos nossos gemidos e pelo som da carne batendo contra a carne, foi subitamente estuprado pelo toque insistente de um celular. Eu estava jogado ao lado de Clara, sentindo meu coração ainda martelar nas costelas, quando o som eletrônico cortou o ar. — Ignora — rosnei, sem abrir os olhos, minha mão tateando a pele quente da coxa dela. — Eu já quebrei o meu, esse aí não deveria estar ligado. — Adrian... pode ser as crianças — ela murmurou, a voz rouca, tentando se apoiar nos cotovelos. — A Isadora não ligaria a essa hora se não fosse importante. — Não atende, Clara. O mundo pode esperar mais dez minutos. Mas o aparelho continuou a gritar sobre a mesa de cabeceira. Clara, com aquele instinto de mãe que eu nunca conseguia vencer, esticou o braço e puxou o telefone. Vi o brilho da tela iluminar o rosto dela, ainda corado e suado. — Oi, Isa? — ela atendeu, a respiração ainda pesada. O silêncio do meu lado era absoluto en
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