Capítulo 172 — Despedida em ParisA cidade brilhava atrás da janela do hotel. Paris tinha esse dom de transformar qualquer canto em cenário de filme: as luzes dançando sobre o Sena, os murmúrios distantes da rua, o eco longínquo de um acordeão.Ayden dormia no berço portátil, respirando fundo, alheio ao mundo. Suas mãozinhas descansavam abertas, como se também sonhasse com brincadeiras. Aquela paz era a permissão de que Sofía precisava.Ela se virou para Adrián. Ele estava sentado na beira da cama, a camisa aberta, o colarinho solto. A luz suave do abajur desenhava sombras em seu rosto, e Sofía sentiu aquele aperto no estômago que não tinha nada a ver com náusea: era fome, um desejo urgente e consciente.Os hormônios a deixavam sensível, intensa, viva. Ela precisava dele. E mais do que nunca, o queria.— Adrián… — murmurou, com a voz transformada em um toque quente. — Vem comigo.Ele a olhou, surpreso. Tinha passado o dia cuidando dela, convencido de que Sofi precisava de calma. Mas n
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