Helena ArisA água quente que preenchia a banheira me aquecia, anestesiando pouco a pouco o frio que havia se alojado no meu pescoço no caminho de volta para dentro da casa. Pelo menos, era isso o que a água deveria fazer. Mas a presença de Simon Kaelen ali, no meu quarto, invadindo o meu banheiro, arruinava qualquer tentativa de trégua.Abri os olhos devagar, virando a cabeça para encará-lo. Para minha surpresa, ele não estava parado à porta; estava perigosamente perto, de pé quase à minha frente, com as mãos afundadas nos bolsos da calça social, observando-me de cima com aquele olhar implacável.— Você também parece me odiar com todas as suas forças — comentei, sustentando o olhar dele enquanto a água borbulhava suavemente ao meu redor. — Mesmo tendo recebido milhões, mais de cinquenta imóveis e empresas inteiras para administrar graças a mim. Nessa transação, Kaelen, eu saí em extrema desvantagem, não acha? Afinal, o que exatamente esta aliança me oferece?Simon suspirou fundo, os
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