Helena Thorne— Poderia me soltar, por favor? — pedi, sem desviar os olhos dele por um segundo sequer.Por dentro, eu me perguntava o que aquele homem tinha na cabeça para se deitar do meu lado sem camisa, dormir a noite toda e, logo pela manhã, ter a audácia de me segurar pelo braço e despejar na minha cara que andara pensando em mim nos últimos dias. O que custava ter me comido de uma vez?Naquele momento, meu corpo o queria. Queria Kaelen com toda a sua brutalidade, mesmo com a marca do sangue da máfia nas mãos, com a fúria que emanava de cada poro. Meu corpo parecia faminto, em desespero puro. Não importava o depois, não importavam as consequências.E o que ele fez? Ele me soltou. Ficou todo mansinho, como se não tivesse acabado de incendiar cada um dos meus hormônios.Virei as costas e fui em direção ao banheiro rebolando a bunda, com o quadril bem marcado, sabendo perfeitamente que ele estava me devorando com os olhos. Vi de relance quando ele enfiou as mãos no cabelo, puxando o
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