Quando Morgan entrou pela porta principal, seu instinto imediatamente sinalizou que algo estava errado, antes mesmo de sua mente ter tempo para processar. O ambiente estava excessivamente silencioso; não era o silêncio acolhedor e suave de um fim de tarde tranquilo, nem o sossego de uma casa onde os bebês dormem. Era um silêncio opressivo, como se todo o ar tivesse sido extraído, deixando apenas uma tensão palpável. Ele fechou a porta devagar, deu dois passos na sala e parou.Yasmin estava sentada no sofá, com uma postura excessivamente ereta para alguém que deveria estar relaxada. O queixo firme e os ombros alinhados revelavam sua luta interna, enquanto seus dedos entrelaçados no colo denunciavam a pressão que exercia contra si mesma. Ela parecia um livro aberto, com suas emoções visíveis para quem quisesse olhar. No tapete, as gêmeas brincavam com blocos coloridos. Ao avistarem Morgan, sorriram, mas, no instante seguinte, correram para Yasmin, exclamando: — Mamã! Mamã! —
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