Setenta e duas horas se passaram, e aos poucos, o mundo começou a se revelar para mim em fragmentos, como uma pintura cuja imagem se desfaz para depois ser recuperada. Primeiro, senti um bip constante, semelhante ao metrônomo que marca o tempo de um compositor, tocando o ritmo da minha existência naquele lugar. — Em seguida, um aroma antisséptico e gelado, característico do hospital, se infiltrou em meu ser, ressoando com o ambiente ao meu redor como a música de fundo de um cenário desconhecido. Logo, uma dor irrompeu: uma sensação intensa e perturbadora no abdômen, como se uma tempestade estivesse se formando em meu interior, acompanhada de uma pressão estranha na garganta que me impediu de pronunciar qualquer palavra, como se estivesse lutando contra forças invisíveis. — Quando tentei abrir os olhos, a luz me atingiu como uma lâmina ofuscante, desorientando-me e levando-me a questionar se ainda estava à beira da consciência ou se estava sendo consumid
Ler mais