fico alguns minutos encarando o celular antes de criar coragem e lugar para ele. — A tela refletia o próprio rosto abatido, pálido demais para quem sempre viveu de aparência. A diferença de fuso horário não a impediu, pois ele mora na Turquia. Eu não vou enfrentar isso sozinha.Chamou uma vez, no terceiro toque Ele atendeu...— Alô.A voz dele veio grave, controlada, distante, Não havia surpresa, mas sim, um toque de frieza.A voz dele veio firme, com aquele sotaque leve que o tempo no exterior acentuada.— Sou eu, Delila.— Eu sei disso, o que você quer?— Perguntou, com indiferença. — Por que está me ligando?Ela respirou fundo, como se estivesse prestes a atravessar um abismo.— Fui à minha médica hoje, e fiz um exame, estou com suspeita de Câncer, pode ser algo grave, estou com uma lesão no colo do útero, existe a possibilidade de ser algo mais.O silêncio dele me deixa aflita, pois não sinto emoçã
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