Elijah Hale As primeiras vinte e quatro horas após o nascimento de um filho são um portal para uma dimensão onde o tempo não obedece às leis da física. O hospital, com seus corredores assépticos e bipes incessantes, transformou-se no cenário do meu renascimento. Eu não era mais apenas o CEO da Hale Enterprises ou o herdeiro de uma linhagem de aço. Eu era o guardião de dois pequenos seres que cabiam, literalmente, na palma da minha mão. Naquele quarto enorme, Mia dormia, a exaustão finalmente vencendo a adrenalina do parto. Eu permanecia sentado na poltrona ao lado do leito, recusando-me a fechar os olhos. Eu observava os dois berços de acrílico estacionados lado a lado, com eles vestidos, e dormindo. Gael e Ethan. Os nomes foram escolhidos em uma noite chuvosa em casa, meses atrás. Gael, o primeiro a nascer, parecia ter herdado a impaciência dos Thorne; ele se mexia mesmo dormindo, com as sobrancelhas franzidas como se já estivesse planejando sua próxima fusão. Ethan, o segundo, e
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