Caio Silva Rocha Após tomar um banho quente e demorado vesti apenas uma calça de moletom cinza, desci as escadas, fui direto para a cozinha. Abri a geladeira, peguei uma jarra de água gelada e servi um copo cheio, virando tudo de uma vez. Quando encostei o copo na bancada de mármore, o som agudo e insistente do telefone fixo do escritório ecoou pelo andar de cima. Aquele número não era público. Apenas a alta cúpula das nossas empresas e alguns contatos autorizados para situações de extrema emergência tinham acesso àquela linha direta. Se estava tocando a uma hora daquelas, boa coisa não podia ser. Subi as escadas rapidamente, dois em dois degraus. Ao passar pelo corredor do andar superior, a porta do banheiro social estava entreaberta. Parei por meio segundo e olhei para dentro: a luz amarelada iluminava o ambiente repleto de vapor, e através do box de vidro, vi Luan e Patrick, sob o jato d’água, envolvendo Bruna entre eles, cuidando dela, lavando seu corpo com carinho enquan
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