Jackson se calou por um momento, e com o olhar distante, como se estivesse perdido em meio às lembranças, começou a contar:Eu conheci a Mary na faculdade, no primeiro semestre também, mas eu estava numa fase de curtição. Não estava a fim de relacionamentos, muito menos com uma das garotas mais nerds e sem graça da sala. — O quê? Eu confesso que imaginava alguém diferente, alguém mais, bom… Atraente. — Mas era, ela era linda. — E por que disse que era sem graça? — Primeiro, que eu era imaturo. Segundo, que naquela época eu não serviria para ser seu coach. Eu estava em busca de status, de um corpo bonito, algo fácil. A Mary era tímida, discreta. Nos falamos pela primeira vez porque eu estava pendurado em uma matéria, precisava de nota e sabia que fazer par com ela em um trabalho seria perfeito. Ela arrebentava, tinha tudo para ser a melhor advogada de todas. Já eu, detestava tudo aquilo. Me surpreendi.— Mesmo? — Sim. Então eu me aproximei dela por interesse e, quando a conheci m
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